Padre Mororó, um dos mártires da Confederação do Equador


Gonçalo Inácio de Loiola Albuquerque e Melo, nasceu em Groaíras, então chamada de Riacho dos Guimarães em 24 de julho de 1774 e foi fuzilado em Fortaleza no dia 30 de abril de 1825. Era conhecido como Padre Mororó. Filho de Félix José de Sousa e Oliveira e de Teodósia Maria de Jesus Madeira.
Padre Mororó, tio do professor Manuel Ximenes, pai do Inocêncio Joaquim de Aragão.
Exerceu a atividade religiosa em várias cidades do interior do Ceará, onde chegou a pregar contra a Revolução de 1817. Aos poucos, porém, começou a ter contato com as idéias liberais, graças à leitura do jornal Correio Braziliense.

Quando soube da notícia do fechamento da Constituinte de 1823, liderou o repúdio de Quixeramobim ao autoritarismo do D. Pedro I. Formou-se, então, o movimento que culminaria na Confederação do Equador. Utilizou-se como veículo de comunicação dessas idéias o Diário do Governo do Ceará, o primeiro jornal publicado no estado, cuja redação e direção coube ao Padre Mororó. Em pouco tempo o jornal deixou a condição natural de porta voz do governo para transformar-se em peça de artilharia da campanha por um Nordeste independente. Durante a Confederação, os líderes do movimento no Estado do Ceará fizeram um pacto para que adotassem um sobrenome de origem regional, para confundir as tropas imperiais. Gonçalo adotou o codinome Mororó, nome de uma planta cearense (dando origem assim ao sobrenome, que famílias locais posteriormente adotariam, buscando assim resgatar e manter viva a memória do mártir que sacrificou a sua vida em prol dos nordestinos).
Com o fracasso do movimento, foi preso e condenado à morte pela forca. Entretanto, a pena foi convertida em fuzilamento já que ninguém se prontificou a exercer a vil tarefa de ser o carrasco. Assim, Padre Mororó foi executado no antigo Campo dos Mártires, hoje chamado Praça dos Mártires ou Passeio Público.

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