5 anos após feminicídio, memória de Selene Roque continua viva em Luís Correia e inspira luta contra violência doméstica


Hoje, 5 anos após a morte trágica da professora Selene Veras Roque, a lembrança do seu assassinato ainda é muito presente na memória da comunidade de Luís Correia e região. Selene era uma professora dedicada, comprometida e muito amada por seus alunos e colegas de trabalho, e sua morte em decorrência de feminicídio provocou uma onda de comoção e indignação em todo o país. O crime aconteceu em sua própria casa, no pequeno povoado de Lameiro, zona rural de Luís Correia. Selene foi morta pelo próprio marido, que não suportava a ideia de perdê-la após um pedido de divórcio. Segundo relatos, o agressor desferiu golpes de facão contra Selene diversas vezes, causando sua morte imediata. O homem fugiu do local e só foi preso dias depois, graças ao trabalho incansável da polícia.

A morte de Selene foi um duro golpe para a comunidade local e um alerta sobre a violência doméstica e o feminicídio. Desde então, a luta pela igualdade de gênero e pelo fim da violência contra as mulheres tem sido uma causa defendida com fervor pelos amigos, familiares e colegas de Selene. Eles organizam palestras, eventos e campanhas de conscientização, com o objetivo de prevenir que outras mulheres sofram o mesmo destino trágico.

Selene Roque deixou um legado importante na região de Luís Correia e em Granja, no povoado Estreito dos Martins onde nasceu e cresceu. Sua história de vida inspirou muitos jovens a seguir a carreira da educação e a lutar por um mundo mais justo e igualitário para todos. Sua morte, no entanto, é um lembrete da necessidade de se identificar, denunciar e prevenir a violência doméstica e o feminicídio.

Hoje, familiares e amigos de Selene estarão reunidos em Estreito dos Martins para honrar sua memória e reforçar a mensagem de que a violência contra as mulheres não deve ser tolerada. A data marca um momento importante de reflexão e mobilização, um convite para pensar em como podemos mudar essa realidade e construir um futuro melhor para todas as mulheres.

Além da luta contra a violência doméstica e o feminicídio, a comunidade de Luís Correia também se mobilizou para que justiça fosse feita em relação ao caso de Selene. O agressor foi julgado e condenado a prisão, mas a lembrança do crime ainda é muito presente na região.Em reação ao acontecimento, a câmara municipal de Luís Correia aprovou uma lei contra o feminicídio, que passou a ser lembrado todos os anos no dia 03 de junho, data que marca a morte de Selene Roque. A lei é uma forma de sensibilizar a população sobre a importância de se prevenir a violência doméstica e alertar as autoridades sobre o problema.

Assim, desde então, a data é um momento importante de reflexão e mobilização na região, com diversos eventos, palestras, campanhas de conscientização e atos públicos para lembrar a trajetória de Selene e chamar a atenção para a necessidade de se combater a violência contra as mulheres. Espera-se que a memória de Selene continue a inspirar novas gerações a lutar pela igualdade de gênero e pelo fim da violência doméstica em todas as suas formas.

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